Sucroalcooleiro

Sucroalcooleiro

Um dos seus principais produtos agrícolas do Brasil, na época da sua colonização pelos portugueses, a cana-de-açúcar passou a ser usada primeiramente para a produção de açúcar e de aguardente. Até que, no inicio do século XX começou a ser usada para a produção de etanol.

Com a criação do Instituto do Açúcar e Álcool, em 1933, foi instituída a cada usina açucareira uma cota de açúcar e de álcool a ser produzido, incentivando a produção nacional de etanol.

Em 1938 foi estipulada uma quantidade mínima de etanol que deveria ser misturado à gasolina importada, incentivando ainda mais a indústria sucroalcooleira.

Nos anos setenta, com a crise do petróleo, foi criado o Programa Nacional do Álcool que, com o objetivo de incentivar a produção e uso do etanol, concedeu incentivos fiscais e empréstimos com juros baixos para produtores de biocombustível.

Em 1993 foi criada uma lei que estipulava que uma quantidade de 22% de etanol deveria ser misturada a toda a gasolina comercializada no Brasil, o que permitiu que o setor sucroalcooleiro se mantivesse rentável, mesmo com a normalização dos preços do petróleo.

Nos anos seguintes, a porcentagem de etanol a ser misturada na gasolina foi mudada diversas vezes variando de 20 à 25%. Até que desde março de 2015, essa parcela foi estipulada em 27%.

Embora a cana-de-açúcar seja a matéria prima mais eficiente para a produção de etanol, ele pode ser extraído de qualquer vegetal que tenha moléculas de açúcar, como batata, beterraba, milho ou trigo. Apesar disso é mesmo a cana-de-açúcar a matéria prima mais utilizada.

O Brasil é responsável pelo cultivo de mais de um quarto de toda a cana-de-açúcar do mundo, fator que o classifica como maior produtor de cana do mundo, com uma clara vantagem na produção de biocombustível.

 

Como ocorre o processo de produção do etanol

A produção do etanol a partir da cana é feita da seguinte maneira:

  • Primeiro a cana é moída, obtendo-se a garapa, solução cuja característica mais importante é a alta concentração de sacarose. Então a garapa é fervida e transforma-se em melaço, que contém uma concentração maior ainda de sacarose.
  • São adicionados fermentos biológicos ao melaço, causando um processo chamado fermentação, no qual a sacarose é transformada em etanol.
  • Em seguida, a mistura fermentada passa por um processo de destilação, que resulta em uma solução com concentração de aproximadamente 96% de etanol e 4% de água.

Essa solução nada mais é do que o etanol hidratado, ou seja, o álcool vendido como combustível nos postos de gasolina.

Entretanto, o etanol hidratado não pode ser misturado à gasolina devido à presença de água. O álcool utilizado para esse fim é o etanol anidro, que é obtido ao submeter o etanol hidratado a um procedimento de desidratação, obtendo como resultado uma solução com pelo menos 99,6% de etanol.

Para que a indústria sucroalcooleira se mantenha produtiva, são necessárias contribuições de diversos outros setores da indústria, como tratores, colheitadeiras e caminhões para cultivar a cana-de-açúcar e transportá-la até as usinas de etanol.

Nessas usinas é extremamente presente o trabalho de usinas de usinagem e caldeiraria, pois entre os componentes essenciais para o funcionamento delas podem ser citados muitos elementos produzidos pela caldeiraria, como tubulações, estruturas metálicas ou suportes, além de peças usinadas como válvulas sob medida ou eixos e buchas para bombas.

Além da produção de todo esse equipamento, também é necessária sua manutenção, o que causa uma oferta constante de serviço para a indústria metalúrgica.