Siderurgia

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Siderurgia

Nos tempos atuais é quase impossível o funcionamento de qualquer tipo de indústria sem o uso de ligas metálicas, especialmente o aço.

Em carros ou motos, edifícios ou pontes e até mesmo nas máquinas usadas para extrair minérios e nas próprias fábricas que os transformam em ligas metálicas, materiais como ferro, aço e diversas outras ligas são empregados extensivamente, o que torna a indústria siderúrgica vital para o funcionamento de todo o parque industrial de qualquer país.

No Brasil, um dos grandes marcos para a indústria siderúrgica foi a instituição da Companhia Siderúrgica Nacional, na década de quarenta. Na época, a maior parte do ferro e aço utilizados no Brasil precisava ser importada.

Quando a CNS passou a operar pela primeira vez com todas as suas linhas de produção, no final dos anos quarenta, nosso país começou a ter autonomia na produção de aço, pela primeira.

Foram produzidas mais 780 mil toneladas de aço em 1950 e, no início da década de setenta, com uma produção anual de 5,5 milhões de toneladas, o Brasil, antes dependente de importações de ferro e aço para suprir a indústria nacional, já destinava parte desse montante para a exportação.

Nos tempos atuais, a indústria siderúrgica, antes dominada por estatais, passou a ser principalmente composta por companhias da iniciativa privada.

Nos anos noventa, com o Programa Nacional de Desestatização, inúmeras companhias como CSN, Açominas, Usiminas e outras estatais, que antes eram responsáveis por mais setenta por cento da produção nacional de aço foram privatizadas.

Esse processo de privatização do setor permitiu que as indústrias, algumas antes estagnadas, se fortalecessem com investimentos privados. Além disso, com a desvinculação da política, foram extintas diversas restrições comerciais e administrativas.

Hoje, o Brasil é o maior produtor de aço da América Latina e o nono maior produtor de aço do mundo, com uma produção de aproximadamente 65,8 milhões de toneladas de aço bruto e produtos siderúrgicos no ano de 2014, segundo o Instituto Aço Brasil.

Nosso país também é o sexto maior exportador líquido de aço, tendo exportado cerca de 5,8 milhões de toneladas de aço para mais de 100 países no ano de 2014.

 

Siderurgia e o Processo da produção do aço

A produção de aço depende principalmente de duas matérias primas: o ferro e o carvão.

O carvão é destilado, para se eliminar as impurezas e obter o chamado coque, que serve de combustível para os altos-fornos. Neles, são colocados o ferro e o coque, aquecendo a mistura até resultar no chamado ferro-gusa, um composto de ferro derretido com alto teor de carbono.

Nesse composto também aparece a escória, mistura de impurezas como calcário e sílica, normalmente presentes no minério de ferro. Essa mistura de impurezas, por necessitar de uma temperatura maior para se derreter, permanece sólida em meio ao ferro-gusa e pode então ser retirada, normalmente sendo destinada à produção de concreto.

O ferro-gusa é então refinado em aciarias, grandes fornos onde é injetado oxigênio na mistura, com a finalidade de remover impurezas restantes e reduzir o teor de carbono.

O produto resultante é o aço, que pode ser moldado em tarugos, lingotes, placas ou outros formatos para usos específicos.

 

A indústria siderúrgica, por ter como matérias primas essenciais o ferro e o carvão, dois produtos minerais, depende diretamente da indústria mineradora. Em contrapartida, inúmeras outras indústrias dependem da siderurgia, especialmente a indústria de usinagem e caldeiraria, que tem como principal matéria prima os tarugos, lingotes, tubos e chapas produzidas nas usinas siderúrgicas.

Isso gera uma relação interessante de colaboração mútua entre as indústrias de usinagem e caldeiraria e as siderúrgicas, pois nestas ultimas também são usadas inúmeras peças usinadas, principalmente nos processos de lingotamento, laminação e forjaria.